O PRECIOSO SANGUE DE CRISTO PARTE 2

 Não há nenhuma espécie de homem, não há abortivo da humanidade [1 Coríntios 15:8], nenhum demônio em forma humana que esse sangue não possa lavar! O inferno pode ter procurado fazer um modelo de iniquidade, ele pode ter se esforçado para colocar o pecado e pecado e pecado juntos até que fez um monstro em forma de homem – um monstro abominável da humanidade, mas o sangue de Cristo pode transformar aquele monstro! Sete demônios de Madalena ele pode expulsar. mais dois mil do Gadareno.  Ele pode aliviar a lepra profunda, ele pode curar a ferida de aleijados, sim, o membro perdido ele pode restaurar! Não há doença espiritual, que o Grande Médico não possa curar. Esta é a grande panacéia, o remédio para todas as doenças! Nenhum caso poderá exceder a sua virtude, isto nunca será tão preto ou vil; todo-suficiente, todo-suficiente sangue!

Desde o princípio o sangue tem sido considerado por Deus como algo muito precioso. Ele delimitou esta fonte de vitalidade com as mais solenes sanções. O Senhor assim ordenou a Noé e a seus descendentes: “A carne, porém, com sua vida, isto é, com seu sangue, não comereis” (Gên. 9:4). O homem tinha “tudo o que se move sobre a terra”

 (Gên. 9:3) para lhe servir de alimento, porém, de modo algum, poderia comer o sangue com a carne.

 Os animais sufocados deviam ser considerados impróprios para serem ingeridos, visto que Deus não queria que o homem se familiarizasse com o sangue, comendo-o ou bebendo-o de nenhuma forma. Desse modo, mesmo o sangue de touros e bodes tinha algo de sagrado que lhe foi conferido pelos decretos de Deus. Quanto ao sangue do homem, lembremo-nos de como Deus é ameaçador: “Certamente requererei vosso sangue, o sangue da vossa vida; de todo animal o requererei, como também da mão do homem, sim, da mão do próximo de cada um requererei a vida do homem. Quem derramar o sangue do homem, pelo homem o seu sangue será derramado; porque Deus fez o homem conforme a Sua imagem” (Gên. 9:5). É verdade que o primeiro homicida não teve seu sangue derramado pelo homem, mas por outro lado, o crime era algo novo e a penalidade ainda não havia sido estabelecida e proclamada, e por isso o caso foi claramente excepcional e único; e mais, provavelmente a sentença de Caim foi muito mais terrível do que se ele tivesse sido morto naquele instante.

Foi-lhe permitido dar vazão a sua iniquidade, ser um fugitivo e vagabundo sobre a face da terra, para então receber a terrível herança da ira, a qual foi, sem dúvida, grandemente acrescentada pela sua vida de pecado. Sob a dispensação teocrática, na qual Deus era o Rei e governava Israel, o homicídio era punido da maneira mais exemplar, e nunca havia nenhuma tolerância ou desculpa aceitável. Olho por olho, dente por dente, vida por vida, era a inflexível e inexorável lei.

Está expressamente escrito “não tomareis expiação pela vida do homicida que é culpado de morte: antes certamente morrerá. Mesmo nos casos onde a vida era tirada acidentalmente ou por uma fatalidade, o ocorrido não era tolerado. O assassino fugia imediatamente para a cidade de refúgio, onde, após ter seu caso devidamente processado, era-lhe permitido residir; mas não havia segurança para ele em lugar algum até a morte do sumo sacerdote. A lei geral para todos os casos era: “Assim, não profanareis a terra em que estais; porque o sangue faz profanar a terra: nenhuma expiação se fará pela terra por causa do sangue que se derramar nela, senão com o sangue daquele que o derramou. Não contaminareis, pois, a terra na qual vós habitareis, no meio da qual eu habitarei, pois eu, o Senhor, habito no meio dos filhos de Israel”. (Num. 35:33-34). Está claro, portanto, que o sangue sempre foi precioso aos olhos de Deus, e Ele quer que o seja também aos nossos.

Ora, se em casos comuns o tirar a vida é tão importante, poderão imaginar o que está no coração de Deus quando Ele diz: “preciosa é à vista do Senhor a morte dos seus santos”? (Sal. 116:15). Se a morte de um rebelde é importante, o que dizer da morte de um filho? Se Ele não contempla o derramamento do sangue de Seus próprios inimigos e daqueles que O ofenderam sem proclamar vingança, o que vocês pensam sobre Seus eleitos, a respeito dos quais Ele diz: “Precioso é o sangue destes aos meus olhos”? Ele não os vingaria ainda que demore em fazê-lo? A meretriz de Roma cuja taça foi cheia com o sangue dos santos, permanecerá muito tempo sem punição? Os mártires do Piedmont e dos Alpes, e de Smithfield, e das montanhas da Escócia não terão de Deus a vingança devida por tudo o que sofreram, e pelo sangue que derramaram na defesa de Sua causa? Sem falar dos muitos irmãos no nosso Brasil perseguidos, presos e mortos por causa da evangelização de nossa pátria num passado não tão distante. Eu os tenho trazido do animal para o homem, e do homem para os homens escolhidos de Deus, os mártires. Tenho ainda outro lance para lhes apresentar: é o maior de todos eles – é o do sangue de Jesus Cristo. Aqui o poder da expressão poderia falhar em transmitir-lhes a idéia da preciosidade! Eis uma Pessoa inocente, sem nenhuma contaminação ou imperfeição; uma Pessoa digna, que magnificou a  lei e tornou-a honrosa – uma Pessoa que serviu tanto a Deus como ao homem, mesmo até a morte. E não somente isto, mas aqui temos uma Pessoa divina – tão divina que em Atos dos Apóstolos Paulo chama.

 Seu sangue de “o sangue de Deus”. Coloquemos inocência, mérito, dignidade, posição e até mesmo deidade numa escala e então imaginemos quão inestimável é o valor do sangue vertido por Jesus Cristo. Anjos devem ter presenciado aquele inigualável derramamento de sangue com admiração e espanto, e mesmo o próprio Deus viu o que nunca antes havia sido visto na criação ou na providência; Ele viu a Si mesmo muito mais gloriosamente apresentando do que o faz todo o universo. Aproximemo-nos do texto para tentar demonstrar a preciosidade do sangue de Cristo. Vamos limitar-nos a enumerar algumas propriedades desse sangue precioso. Enquanto estudava este assunto, senti que teria tantos itens que alguns de vocês comparariam meu texto aos ossos secos da visão de Ezequiel. Eles eram muitos e estavam realmente muito secos; mas creio que o Espírito Santo descerá sobre os ossos do meu sermão, os quais, ainda que secos, serão agitados e cheios de vida, e vocês vão admirar o extraordinariamente grande exército de pensamentos de amor e benevolência de Deus para com Seu povo, expresso no sacrifício do Seu próprio Filho amado. O precioso sangue de Cristo é útil ao povo de Deus de muitas maneiras. Pretendemos falar a. respeito de doze delas. Afinal, a verdadeira preciosidade de algo vai depender de sua utilidade para nós em tempos de aflições e provas. Um saco de pérolas seria para nós muito mais precioso do que um saco de migalhas de pão, porém, vocês devem ter ouvido a história do homem no deserto que, já cambaleando, quase morto, tropeçou num saco e abrindo-o esperançoso de que pudesse ser a mochila de algum viajante com alguma comida, encontrou nele apenas pérolas! Quanto mais valioso teria sido para ele se se tratasse de pedaços de pão! Eu digo, na hora da necessidade e do perigo, o uso que podemos fazer de alguma coisa constitui sua verdadeira preciosidade.

Isto pode não estar de acordo com a política econômica, mas está de acordo com o bom senso. Compreenderemos melhor isto se nos lembrarmos da terrível noite no Egito, quando o anjo da destruição estava do lado de fora para destruir os inimigos de Deus. Um grito amargo subiu de cada casa, quando os primogênitos de todo o Egito, desde o trono do Faraó até o primogênito da mulher operária e do escravo no calabouço, caiu mortos  num momento. O anjo percorreu com asas silenciosas rua por rua das muitas cidades do Egito; mas havia algumas casas nas quais ele não podia entrar. Ele embainhou sua espada e não feriu ninguém ali. O que preservou aquelas casas? Os moradores dali não eram melhores do que os outros, suas habitações não eram mais elegantes, não havia nada ali exceto a mancha de sangue nos umbrais e na verga da porta, onde estava escrito:

“Quando eu vir o sangue passarei por vós” (Ex. 12:13).  Nada havia ali que pudesse ter ganho o livramento para Israel, senão o aspergir do sangue. O chefe da família havia tomado um cordeiro e o sacrificara recolhendo o sangue em uma bacia, e enquanto se assava o cordeiro para ser comido por todos os moradores da casa, ele tomou um maço de hissopo, molhou-o na bacia de sangue e foi para o lado de fora com seus filhos e começou a marcar os umbrais da porta e a verga, e tão logo isto foi feito todos estavam seguros, bem seguros; nenhum anjo poderia tocá-los, nem os próprios demônios do inferno poderiam se aventurar por lá. Amados, vejam, somos preservados em Cristo Jesus. Não viu Deus o sangue antes que vocês e eu o tivéssemos visto? E não foi por esta razão que Ele separou nossas vidas arruinadas quando como figueiras secas não produzíamos frutos para Ele? Lembremo-nos de que, quando vimos o sangue, não fomos salvos porque o vimos; a visão do sangue nos trouxe paz, mas foi o Tato de Deus tê-lo visto primeiro que nos salvou. “Quando eu vir o sangue passarei sobre vós”.

E hoje, se meus olhos da fé forem obscurecidos, e me for difícil ver o precioso sangue ou mesmo regozijar-me por ter sido lavado nele, ainda assim Deus pode ver o sangue, e enquanto a visão clara de Deus contempla o sacrifício expiatório do Senhor Jesus, Ele não pode destruir ou castigar nenhuma vida que esteja coberta com este manto escarlate.  Oh, quão precioso é este escudo vermelho!

NADA HÁ MAIS PRECIOSO QUE O SANGUE DE JESUS CRISTO.

Por Pastor Alcides Pereira Igreja Água Viva de Tupã

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